O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro lamenta profundamente a morte do mestre Zuenir Ventura, aos 95 anos, no Rio de Janeiro.
Nós todos e todas Jornalistas deste País tínhamos uma admiração e cumplicidade com Zuenir pela sua história, pela sua grandiosidade intelectual e defesa das causas ambientais.
Zuenir Ventura esteve em Niterói, entre outras vindas, como convidado do Sindicato no lançamento do Prêmio Nacional de Jornalismo Ambiental, no Solar do Jambeiro.
Nos despedimos de Zuenir que deixou um legado de vida e exemplos para as novas gerações. Concluo esta mensagem com o texto de outro mestre, o jornalista Pinheiro Junior, também membro da Academia Fluminense de Letras:
“Zuenir Ventura morreu aos 95 anos. Nasceu em Além Paraíba. E foi morar em Nova Friburgo onde trabalhou duro em ofícios braçais até vir para o Rio de Janeiro onde passou no vestibular da então Faculdade Nacional de Filosofia da UB, agora UFRJ. Cursou Letras mas foi trabalhar em jornais, inclusive no Globo, primeiro como repórter, depois como cronista. Escreveu dois livros sobre a deletéria ação política e social da ditadura: “1968, o ano que não terminou” e “Cidade partida”. Ganhou prêmios literários e entrou para a Academia Brasileira de Letras na vaga do falecido imortal Ariano Suassuna. Discreto, amigueiro como se auto classificava Jorge Amado, casou com a também jornalista Mary Acker Ventura que lhe deu um casal de filhos admiráveis como seguidores intelectuais dos pais. Os jornalistas brasileiros estão de luto fechado. E o Brasil chora essa perda.”
Legenda imagem de capa: Na foto, Zuenir Ventura, Giovana Victor, Mario Sousa e Angélica Mendes, neta de Chico Mendes
