Novos relatos confirmam que ele tem sido visto em diferentes pontos do Rio de Janeiro
Numa busca que já dura nove dias, o desaparecimento do professor universitário Antonio Petraglia continua sem resolução. O idoso de 70 anos, que é diagnosticado com Alzheimer, saiu para caminhar nas proximidades do Morro da Urca e não voltou. A última localização foi registrada no domingo (12/10), às 17h23. As buscas, realizadas principalmente por equipes do Corpo de Bombeiros, contam agora com uma força-tarefa de voluntários para intensificar a procura do professor pelas ruas do Rio de Janeiro. O grupo, formado por familiares, ex-alunos e amigos, tem se dedicado à distribuição de cartazes e à procura por informações junto às pessoas em situação de rua, transeuntes e policiais.
Alem do bairro da Urca, os voluntários buscam informações em pontos de distribuição de alimentos na região central da cidade. Há relatos consistentes de avistamentos do professor em diferentes regiões da cidade: Lapa, Glória e Centro. No total, nove confirmações visuais de Petraglia foram feitas por pessoas que relataram os encontros com bastante precisão.
As buscas pelo professor acontecem de forma contínua desde que o desaparecimento foi notificado ao Corpo de Bombeiros, no domingo (12). De acordo com a família, as caminhadas foram uma recomendação médica ao idoso após o diagnóstico de Alzheimer. Por segurança, o trajeto dele sempre era monitorado por um aplicativo de localização em tempo real. A trilha do Morro da Urca foi o último ponto registrado antes só sinal ser interrompido.
Equipes especializadas em socorro florestal e salvamento em montanha realizaram buscas contínuas com o apoio de drones de varredura térmica, capazes de identificar o calor do corpo humano. Após varreduras completas em todas as trilhas, bifurcações e acessos secundários do Morro da Urca, os militares ampliaram o perímetro de monitoramento. Entretanto, de acordo com os parentes de Petraglia, os bombeiros constataram que o professor não se encontrava na mata do Parque da Pista Claudio Coutinho, nem no mar.
A força-tarefa segue concentrada nas áreas onde ele foi visto, na Lapa e na região central da cidade, e pedem para que qualquer pessoa que tenha informações entre em contato imediatamente para ajudar a localizar o professor.
