O processo político é mesmo imprevisível, nunca se sabe o que vai acontecer no minuto seguinte. Mas, vamos ao assunto. As próximas eleições para o governo do Estado do Rio de Janeiro saiu de qualquer análise política razoável para uma “mistureba” total de novela mexicana, ou para o real teatro do absurdo, ou para a tese mais comum do poder e da classe política que afirma: “os fins justificam os meios”.

É preciso rememorar os fatos. O candidato do centro esquerda no Rio de Janeiro é Eduardo Paes (atual prefeito), que ainda não assumiu sua candidatura, embora já aparecem pré-candidatos a vice. Um deles é o ex-prefeito de Maricá, Fernando Horta, indicado pelo atual prefeito Quaquá. Vale lembrar que Paes fez uma declaração jocosa sobre Maricá. Pensando melhor, será que há possibilidade do vice ser de Maricá? Nada contra o município, mas pelo seu potencial eleitoral que não chega a 200 mil eleitores. Por outro lado, Rosinha Garotinho também foi indicada pelo ex-governador Antony Garotinho como vice de Eduardo Paes. Esta indicação seria para frear o crescimento de Rodrigo Bacellar, já declarado como pré-candidato a governador. Garotinho e Bacellar disputam a hegemonia política no Norte Fluminense.

Eduardo Paes também recentemente, provocou um mal estar numa reunião sobre os royalties de Niterói, deixando surpreso Rodrigo Neves, na medida em que os dois vem trabalhando juntos para que Niterói e Rio de Janeiro sediem o Pan Americano. Sempre é bom lembrar, que Niterói é o 5º maior colégio eleitoral do Estado.

Do outro lado partidário e ideológico, do centro direita, ocorreu um fato que nunca tinha acontecido: o acordo de renúncia do vice-governador para, em troca, ser nomeado a um cargo vitalício no Tribunal de Contas. Já foi nomeado. Esta renúncia abriu vaga para que o atual presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, seja vice-governador, e depois governador, com a possível renúncia de Claudio Castro, caso se candidate ao Senado.

A proposta deste grupo político é que Bacellar se fortaleça como pré-candidato ao Estado do Rio de Janeiro ocupando o cargo de governador por um ano. O atual governador, Claudio Castro, já resolveu antecipar seu apoio a Bacellar, tirando licença do cargo por 10 dias, assumindo o Governo interinamente o próprio, Rodrigo Bacellar.

As disputas para o cargo de vice governador, numa chapa com Bacellar à frente, também tem sido alvo de disputas acirradas. Um dos nomes cotados era Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e atual Secretário Estadual de Transportes. Mas, recentemente, Reis se envolveu numa “briga pública” com o governador Claudio Castro sobre a redução das passagens do trem e metrô, e anunciou que é pré-candidato a governador e não apenas a vice.

Para esquentar ainda mais a disputa, Bolsonaro chamou o governador Claudio Castro para uma conversa ao pé do ouvido e impôs, como vice de Bacellar, o empresário Renato Araújo, ex-candidato a prefeito de Angra dos Reis, deixando, inclusive, surpreso, o deputado federal e presidente nacional do PL Altineu Cortes.

A disputa passa, agora, também para quem vai ser o presidente da Alerj. Ali, Barcellar tem a maioria.

Fiquem atentos, pois virão mais surpresas por aí…